Modelo Digital de Elevação com 5 metros de Resolução Espacial

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Olá! Tudo bem com você?

Um dos produtos mais impressionantes do Sensoriamento Remoto é o modelo digital de elevação (MDE). Quando quero impressionar um cliente ou evangelizar alguém a respeito do poderio fantástico do geoprocessamento sempre começo mostrando MDE, quando tenho a possibilidade de usar recurso visual. Até o momento, tínhamos o MDE de quase todo o globo terrestre, você não Antártida, mapeados em 90m e em 30m. Porém, mesmo tendo as imagens em resolução de 30m do ASTER GDEM a disposição, ainda era muito mais comum utilizar os dados SRTM de 90m por causa da confiança nos dados. Uma vez que os dados ASTER foram gerados por estereoscopia ótica, o que trazia muitos problemas com interferência de nuvens e outros agravantes causados pela atmosfera para esse método de detecção remota. Já os produtos SRTM foram gerados por radar de abertura sintética (SAR), o que minimiza bastante os problemas com interferência atmosférica. Em 2013 foram liberados os dados de 30 m do SRTM obtidos pela banda C da missão que ocorreu nos anos 2000. É impostante salientar que a Shuttle Radar Topography Mission foi uma missão conjunta entre a NASA, a agência espacial alemã e a agência espacial italiana. As agências europeias operavam a Banda C e a agência americana operava a Banda X. Os dados da Banda C não foi disponibilizado para o uso geral da comunidade tão rapidamente quanto os da Banda X porque a alta resolução dos dados geravam “buracos” que precisaram ser corrigidos por meio de modelo computacional. Se você não conhece os produtos SRTM, sugiro o TOPODATA, programa feito em parceria entre a EMBRAPA e o INPE, onde além da imagem de radar com dados de altimetria da Terra, você também encontra sub-produtos como curvas de nível, modelo sombreado ou declividade.

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Mas, você quer saber agora é desse MDE de 5 metros, não é mesmo? Pois bem, prepare-se, pois é impressionante. Esse mapeamento foi realizado pela NTT DATA e pelo Centro de Tecnologias de Detecção Remota do Japão. O mapeamento, denominado AW3DTM, cobriu, pela primeira vez todo o globo terrestre, inclusive a Antártida, para a alegria dos esquimós e dos pinguins. Para se chegar ao modelo, foi necessário o processamento dos dados de mais de 3 milhões de imagens ALOS. Veja abaixo uma comparação entre os dados de SRTM 90 m (a esquerda) e o ALOS 5 m (a direita).

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Os dados são adquiridos por um sistema óptico com três “posições” (Forward, Nadir, Backward). O que torna a coleta de dados altamente precisas para vários tipos de terreno, mesmo em regiões de declive acentuado  como a do Mt. Everest. O Ortho-True é orthorrectificado de uma imagem nadir sem ângulo de visada. No final, o que temos é um produto com coordenadas X, Y e Z trazendo informações em três dimensões de todo o planeta em altíssima resolução. Abaixo, mais uma comparação entre os produtos, mas dessa vez com um plus, pois os caras já estão preparando um produto de 2 metros de resolução espacial!

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Os dados ainda não estão disponíveis para o uso do grande público e quando estiverem provavelmente serão acessíveis apenas por meio de pagamento. Contudo, uma hora isso deve se tornar aberto a nós, meros mortais. Enquanto isso, vamos acompanhando o que será feito com essas imagens sensacionais.

Fonte: Nos links do texto

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Obrigado!

  • Paulo Roberto

    Muito bom Murilo. Parabéns pela matéria.