Mudanças na internet: como isso afeta o setor de Geoprocessamento

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Olá. Tudo bem com você?

A essa altura do campeonato você já deve estar sabendo que as operadoras se reuniram para sugerir que a partir do final do ano de 2016 os pacotes de internet sejam vendidos com franquias de limites de transferência de dados. Tal como ocorre com as operadoras de internet móvel. Por exemplo, quando você atingir o limite de transferência de dados de seu plano, vamos dizer que você só pode baixar até 100 gb de dados por mês, a velocidade da sua internet será cortada. A rigor, isso já era previsto há algum tempo, porém só agora as operadoras resolveram implementar tal medida. Veja abaixo a tabela que sugere a quantidade de limite de transferência de dados para cada franquia:

Vivo

vivo

Oi

oi

Então, como esse tipo de intervenção iria atingir a vida profissional de quem trabalha em qualquer ramificação das geotecnologias? Vou levar em consideração que meu plano atual de 15 Mbps teria 100 GB por mês para eu utilizar. Em média, eu assisto de 2 a 5 webinars por semana. Graças a grande popularização que nosso mercado vem tendo, também vem aumentando a oferta de cursos e palestras online. Antes eramos muito presos, no bom sentido, aos ótimos webinars oferecidos pelo MundoGeo. Hoje, temos além dos webinars do MundoGeo/GeoEduc, muitos outros oferecidos diretamente por empresas particulares, como a Imagem ou a Droneng, e públicas, como o LabGis. Ou seja, voltando ao ponto, temos oferta de materiais a semana toda para nos mantermos atualizados, o que faz parte da vida do profissional que quer se manter na vanguarda. Nós que trabalhamos com geotecnologias somos muito ambiciosos em relação ao conhecimento. Um streaming ao vivo de 1 h em baixa qualidade (é o que nossa internet permite) consome cerca de 250 mb. Isso 4 vezes por semana dá 1 GB e 4 semanas por mês somam 4Gb. Se você tem um plano de 2 Mbps da Vivo isso já consome quase metade de sua franquia.

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Vamos pegar, literalmente, mais pesado agora. Vamos falar dos downloads de dados geográficos. Os dados vetoriais não costumam ser baixados com tanta frequência por um profissional. Normalmente, já temos mapas base como limites políticos, hidrografia ou malha viária em nossas máquinas para rápido acesso. Porém, muitos tem mantido suas bibliotecas pessoais em nuvem. Isso já afeta o consumo da franquia, mas não sei precisar em números. Falando em nuvem, aplicações pesadas são manipuladas em nuvem. A Esri, e outras empresas, tem investido muito em suas plataformas online. Essa é uma realidade para um fututo imediado que é inviável de se pensar com apenas 100 gb por mês. Principalmente por causa dos dados matriciais. Uma cena Landsat 8, por exemplo, baixada do Earth Explorer tem cerca de 1 GB. Uma composição colorida de Landsat 8 tem uns 100 mb. Uma Spot-6, de 100 km ² (10km² x 10 km²) tem 300 mb. Pensa carregar isso várias vezes por dia para consultas breves de uma área como fazemos por vezes, seja no Google Earth ou no Arcgis Earth? Eu abro o Google Earth umas 10 vezes por dia em áreas diferentes. Levando em consideração que ele carrega uma imagem Landsat e depois uma de melhor resolução, como uma SPOT, conforme vamos nos aproximando, eu gasto em média, por alto, 4 GB por dia. Vamos a conta por semana de trabalho? 20 GB! Por mês? 80 GB! Veja bem, estou falando de atividades corriqueiras. Existem dias, que não são incomuns, em que temos que baixar 50 GB, 60 GB ou 100 GB de dados por Dropbox ou Mega. Ou baixar atualizações de softwares. Existem empresas que trabalham com quantidades ainda muito maiores de dados. Mas, mesmo uma empresa com uns 5-10 profissionais com a minha rotina de transferência de dados já teria muita dor de cabeça com essas franquias. Pensa quando nossos processamentos estiverem cada vez mais atrelados a aplicações em nuvens? É absolutamente inviável pra nós trabalharmos com essas franquias. Enquanto nossa área visa o futuro, que me parece que será trabalhar na nuvem, as empresas de telecomunicação querem nos empurrar para um retrocesso, tomar mais dinheiro nosso e continuar nos entregando esse serviço pífio. Não podemos aceitar isso.

Conversamos sobre isso em vídeo com a galera do GeoEduc e outros grandes convidados: SEGUE O LINK

Fonte: Olhar Digital

Eu não quero ficar igual ao Homer…

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