Olá a todos!

O Sensoriamento Remoto ainda é uma ciência jovem que nasceu na era moderna com uso de balões para o imageamento aéreo de determinadas regiões. Como acontece em várias áreas, seu uso inicial era bélico. De lá pra cá, muito já evoluiu, porém por se tratar de uma ciência ainda jovem, muito ainda há por vir em relações as novidades, uso e evolução de suas técnicas. Hoje traremos aqui duas imagens da região da Amazônia peruana para apresentar as possibilidades geradas pelo novo sistema da aeronave-observatório, a Carnegie ‘Aérea’ (CAO, na sigla em inglês), que é capaz de registrar aspectos invisíveis ao olho nu, como componentes químicos de diferentes espécies e o estoque de carbono da floresta. Na imagem abaixo, podemos observar a floresta em vermelho, no caso, o vermelho representa alta concentração de carbono, e os rios em azul.

Imagem inédita obtida pelo G1 mostra áreas de florestas protegidas no Peru; regiões em vermelho representam alta concentração de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)
 

Nessa outra imagem abaixo, observamos um caleidoscópio de cores onde cada cor diferem cada espécie diferente do representante vegetal possibilitando, entre outros estudo, encontrar novas espécies ou uma grande concentração de determinada planta.

Imagem inédita mostra detalhes químicos da cobertura vegetal da Amazônia peruana (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)
 
A Tecnologia

Denominado Atoms (sigla em inglês para Sistema Aéreo de Mapeamento Taxonômico), o novo sistema da aeronave foi lançado em junho de 2011 e une um poderoso laser a dois tipos de espectrômetros – aparelho que mede diferentes propriedades da luz. Um deles foi desenvolvido pela Nasa e é capaz de registrar 400 frequências, do ultravioleta até o infravermelho, com 60 mil medições por segundo. O resultado obtido é comparado com uma base de dados composta por propriedades químicas e de emissão de luz de cerca de cinco mil plantas – coletadas em um detalhado trabalho de campo, em que a equipe chegou a escalar árvores e até a usar arco-e-flecha. Já o laser atinge o solo e coleta informações como estrutura em 3D da floresta. As imagens feitas com o Atoms fornecem ainda mais detalhes que os dois sistemas usados anteriormente, o CAO Alpha e o CAO Beta, e representam um avanço no mapeamento da biodiversidade. O CAO, que também já registrou savanas africanas, ainda não fez imagens da porção brasileira da Amazônia, mas os cientistas esperam conseguir fundos para vir ao país em breve. O mapeamento costuma ser feito com apoio de governos locais e financiamentos de empresas.

Aplicações

O mapeamento 3D da biodiversidade da Amazônia pode ajudar a medir a degradação da floresta, além do próprio desmatamento verificado com satélites. “Nós desenvolvemos um método para usar a combinação de dados de satélite e de aeronaves para roduzir mapas e monitoramentos muito detalhados da degradação florestal”, explica Asner. Além disso, a tecnologia auxilia na criação de políticas adequadas de preservação da floresta em um cenário de mudanças climáticas, segundo Asner. “Ele oferece uma nova forma de avaliar as florestas em termos de seus estoques de carbono, composição de espécies de árvores, habitat para animais outras espécies não vegetais. Como resultado, somos capazes de mapear, pela primeira vez, os impactos da mudança climática”. Outra possível aplicação é a medição do estoque de carbono da floresta, que pode servir de base para o Programa de Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação das Nações Unidas (REDD, na sigla em inglês), um mecanismo de compensação financeira para os países em desenvolvimento pela preservação de suas florestas.

 
Fontes: G1 e CAI

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Abraços!

Murilo Cardoso


Murilo Cardoso

Murilo Cardoso é Geógrafo e Analista em Geoprocessamento. Considerado um dos 3 melhores profissionais do ano de 2017 na área de Geotecnologias. Mais de 50 artigos publicados na área. Escreve sobre o assunto desde 2010. Diretor da empresa de cursos em geotecnologias que mais cresce no Brasil, a AcadGEO e Analista em Geoprocessamento em uma das empresas de engenharia ambiental mais tradicionais do país, a DBO Engenharia. Natural de Goiânia. Tiete de Douglas Adams, Steve Jobs e Albert Camus

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