Olá à todos!

Hoje vamos falar um pouco mais sobre o uso de geoprocessamento e sensoriamento remoto como recursos didáticos para tornar as aulas mais atraentes.

 Sabemos que vivemos hoje uma época em que encontramos em sala de aula alunos cada vez mais impacientes, que querem respostas rápidas ou, no mínimo, metodologias práticas. Nesse quesito, os fatídicos e ultrapassados, pra não dizer centenários, quadro-negro, giz e livro didático auxiliam à inquietude. Levar o ensino para o mundo em que esses alunos vivem hoje em dia se torna imprescindível, e esse mundo está, em grande parte, dentro do computador. Com o advento da internet e programas, o ensino pode se tornar muito mais atraente, interessante e, com isso, realmente efetivo. Imagine-se no lugar de um desses alunos na época em que você estava aprendendo sobre as capitais, estados, continentes, biomas, clima, população, geopolítica…em um LIVRO! Aquelas imagens sem graça e estáticas somadas ao professor que falava como se o tempo fosse infinito. Não seria muito melhor ver esse mundo girando, com imagens dinâmicas, podendo “voar” rapidamente dos Estados Unidos ao Golfo? Ver vídeos relacionados a esses acontecimentos enquanto aprende sobre eles? Tudo isso hoje está integrado aos produtos da Google. Todos são gratuitos. Hoje você é o professor! Você pode ensinar com os recursos didáticos que estão aí há séculos? Pode! Porém, você consegue mesmo ensinar o aluno? Não se esqueça que é esse o objetivo do professor, não apenas deixar a sala em silêncio por meios opressivos como por exemplo: “Se vocês não ficarem quietos vou chamar a coordenadora!” ou “Se não prestarem atenção vão tirar zero?”. Pois bem, me diz, isso gera repúdio ou interesse por parte do aluno? Sem mais delongas, um dos mais importantes marcos na difusão do geoprocessamento e sensoriamento remoto, isso em termos de produto final e aplicação, são os dois produtos desenvolvidos pela Google, Google Maps e Google Earth. Esses dois deixaram o mundo ao alcance de um clique de uma maneira muito mais dinâmica e acessível. Além dessas aplicações da Google, existem diferentes possibilidades dentro do Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. A que mais me agrada é a possibilidade de se fazer seu próprio material didático. Nem sempre encontramos nos livros um mapa que tenha a região onde moramos, por exemplo. Pelo menos, não em uma escala de detalhes que nos permita fazer uma análise do lugar com os alunos. Aqui no blog você pode encontrar uma sessão de auxílio aos professores que já trazem alguns mapas prontos CLICANDO AQUI. Entretanto, o principal objetivo será fazer com que os professores possam fazer isso por si sós. E, acredite, é muito mais fácil do que se imagina! A grande dificuldade é gerar esses dados, essa é a complexidade, mas pra nosso alívio existem vários sites que disponibilizam vários dados em forma de vetor e raster (imagens). Você pode encontrar alguns aqui mesmo no blog CLICANDO AQUI. Com isso, é fácil gerar um mapa personalizado. Estaremos apresentando sites com essas bases de dado, bem como, ensinando a baixar os dados.

Uma grande dica para começar a entender todas as possibilidades dentro de sala de aula que as geotecnologias apresentam é ler ESSA matéria sobre geotecnologias no ensino publicada na excelente revista FOSSGIS Brasil na qual você pode baixar gratuitamente todos os volumes clicando na imagem abaixo.

Não deixe de comentar caso tenha alguma dúvida ou sugestão.

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Abraço à todos!

Murilo Cardoso


Murilo Cardoso

Murilo Cardoso é Geógrafo e Analista em Geoprocessamento. Considerado um dos 3 melhores profissionais do ano de 2017 na área de Geotecnologias. Mais de 50 artigos publicados na área. Escreve sobre o assunto desde 2010. Diretor da empresa de cursos em geotecnologias que mais cresce no Brasil, a AcadGEO e Analista em Geoprocessamento em uma das empresas de engenharia ambiental mais tradicionais do país, a DBO Engenharia. Natural de Goiânia. Tiete de Douglas Adams, Steve Jobs e Albert Camus

Anna Cristhina · às

Olá Murilo!!
Fico muito feliz em ler um texto seu, e ainda mais contente em ver que você está preocupado com a Educação Geográfica. Sinceramente, não imaginava você escrevendo e contribuindo com a Geografia na área da educação. Sempre achei você muito técnico, não que isso seja um defeito. Mas repito, fico muito feliz por sua atuação. Falando propriamente sobre o seu texto, gostei muito da criação deste blog, mesmo que ainda eu não tenha assumido uma sala de aula, vou sempre que possível, estar lendo seus textos. Porém, em se tratando das ferramentas tecnológicas de grande utilidade para a vida do homem, nas escolas, em especial em rede pública, fica um pouco difícil do professor realizar esse tipo de trabalho. Quando uma escola pública oferece uma sala de informática, a rede de conexão, na maioria das vezes, é lenta. Isso acaba dificultando o trabalho do professor, sei disse porque passei pela dificuldade ainda quando estava no maravilhoso Estágio. Murilo, passei mesmo para deixar meus parabéns e te desejar felicidades. Abraços da Anninha.

    Murilo Cardoso · às

    Oi, Anninha!
    Muito obrigado pelo incentivo. Eu entendo sobre isso que você está falando a respeito da internet. E concordo e penso a respeito. Só de ter os computadores na sala de informática já nos rende um leque de alternativas. Pois existem programas que podem ser utilizados instalados no computador sem internet e logo estarei falando deles aqui. Em todo caso, também estou desenvolvendo uma ferramenta de SIG no ensino que vai rodar tanto online quanto instalada em um computador. Peço-lhe que sempre esteja comentando aqui para ajudar a esclarecer as ideias! Quanto a eu ser muito técnico, isso é verdade. Mas, eu sempre fiquei inquieto com a questão da educação ser tão engessada. Então, vou tentar dar minha contribuição. Mas, já descobri em um dia de blog que existem outros com iniciativas parecidas! Logo, logo eles apareceram por aqui também.

    Mais uma vez, muito obrigado! Fiquei contente com seu comentário.

Alex Mota · às

Murilo gostei do seu texto e do seu vídeo, muito bacana. Gostaria de sugeri um texto sobre disponibilização de dados na rede mundial, quando você fala no final do seu textos de fonte de dados explore mais o IBGE, IPEA, ANA, FUNAI, IBAMA e outros. Isso pq colega em Rondônia, por exemplo, não existe uma base como o SIEG e os professores têm dificuldades no acesso a dados a nível estadual. Ademais gostei da simplicidade do Quantum, sinceramente utilizo o GvSIG, mas a escala do mesmo é de matar. Outra questão é, ensinar geotecnologias não é apenas tornar o ensino mais atrativo, veja que o ENEM colocou questões de geotecnologias e os alunos nem tiveram a oportunidade de pensar, pq nem sequer ouviram falar disso. Ou seja, é uma exigência do currículo mesmo.

Abraço e mais uma vez parabéns pela iniciativa.

    Murilo Cardoso · às

    Olá, Alex!

    Motivado por uma ideia antiga minha, e seu comentário, resolvi disponibilizar a base de dados toda em um lugar só. E por que não aqui no blog? Acesse a postagem clicando aqui.Estou ciente dessa dificuldade de encontrar os dados.
    O que você acha?

    Abraço!
    E, obrigado!

Projeto de livros didáticos da Apple: será mais revolução? | Murilo Cardoso · às

[…] uma vez. Falando do quão obsoletos são os livros didáticos de papel (como eu já havia comentado AQUI), não pelo conteúdo, mas pela mídia. A Apple apresentou o projeto de livros didáticos que […]

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